sexta-feira, 11 de abril de 2008

Desenterrando

Amo fuçar meus cadernos por isso...
Em alguma página aleatória eu encontro um lapso de rebeldia minha:

-
De quem é a culpa?

Tu engorda, é a ansiedade.
Fica brabo, são os hormônios.
Descobre que é louco e, instantaneamente, teve uma infância traumática.
Se torna viciado em algo - carência emocional.
Sem contar que só fica doente porque está estressado.

Quando que a gente vai ser algo simplesmente porque É?
-



E aí, alguém responde?
x)

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Produção textual melosa.

- Tem um cílio... - aproximou o polegar do rosto dela, sorrindo para que ela também o fizesse.
De morna, a brisa tornara-se um tanto fresca, conforme o sol caía. Seus pêlos, embora não os visse, se eriçavam e foi mais pra perto, tendo o arrepio como álibi. O último laranja do céu incindia sobre a água, quando ela finalmente deixou que os olhos semi-transparentes pousassem sobre os castanhos. E foi assim por séculos, pensou, até que se fecharam compassadamente. Acabava ali o sol. Começava a vida.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Learn, learn

Hold on to something, cuz - crashing or not - you're gonna need it.
And when you do... Bam!, totally loose, and then you're dead.
Again.

Stupid.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Berê, hold on...

We're soooooo gonna crash :D

Mas era isso, né, Jack...
Mal falo teu nome, o negócio agora é o tal do Jorge hahaha x)

E se me defenestrarem é só concentrar...
e voar, meu bem! 


Simples assim!

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Celebration

Celebrate your (s)inner desires, bastard!

Bet you love them.
Cuz I really love them, too. :D

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Bleh

Sabe quando tu tá com uma puta vontade de escrever algo legal, divertido, criativo, interessante - mas, pura e simplesmente, não pode? Pensa em outras coisas? Quer outras coisas? Tá com fome? 

Pois é.

Eu quero uma merda de lâmpada mágica, com um gênio azul, de barbicha e turbante.
Vou chegar nele e pedir:

1. Me vê o reloginho que eu bolei quando estava na sétima série. Ele pára, volta, acelera o tempo - ou faz slowmotion (que seria fantástico em certos momentos). Ah, lembrem-se que embora eu seja nova, na minha sétima série o filme Click ainda não havia sido lançado. E o meu relógio não causa conflitos morais também, oras.

2. Eu quero que meu corpo seja 100% submisso à minha mente. Ou seja, "acorde cedo amanhã"ou "faça mais 250 abdominais" não serão frases de difícil execução.

3. Porra, facilita as coisas pro coraçãozinho! Não quero nada de presente, mas... Mêo, tão de sacanagem comigo no mundo cósmico-sentimental, só pode.


Pronto, em questão de segundos eu teria todo tempo do mundo e muito para fazer com ele :P

Mããããããs, não é assim, então vou ter que shake the preguiça off e fazer por merecer.
Bosta.

terça-feira, 1 de abril de 2008

A ilusão

Eu me escoro na parede oposta e fico a observar.
O nada. Bem que poderia ter algo ali - mas não tem.

Algumas linhas coloridas flutuam sobre a parede branca e eu pisco os olhos por achar serem eles os criadores de tal efeito. Mas elas continuam ali, em leve movimento ondulatório, como as miragens de asfalto.

Agora são várias e já formam uma silhueta humana, levemente familiar.
Elas se afastam gradualmente da parede, ganham mais consistência, dimensão e agora estão a uns 10 cm de mim.

Aproximo minha mão do rosto e a reação é como a de água ao vento: um desvio educado, me impedindo de lhe tocar.



Odeio projeções holográficas!, são tão perfeitas...
Mas invariavelmente recusam o nosso amor.