quarta-feira, 24 de novembro de 2010

09:39

most people do not actually live their lives, so much as they are lived by them. you're driving on what you think is an unique path. it is, in fact, the same path everyone else is driving on. it's sad, isn't it? feeling so alive and acting so mechanic. so many things happening to us and none of them being caused by ourselves. at least not voluntarily. of course, we have collisions. intended or not. they make history. and you can be a part of your own.

make something happen today.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

californication

violinos poetizam a madrugada. marginais. poesia na rua. pensamento noturno. excessos insones.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

#144

eu estava ali, entre o vidro estilhaçado e ela. mil pedaços por todo o chão da sala. a calma e diligência com que ela recolhia cada um deles me deixava pasma. como se ela enxergasse um remendo possível naquele pó cortante. não apenas possível: merecedor. merecedor da paciência, da gota de sangue que escorria polegar abaixo, da dor nas costas de passar horas debruçada. era uma esperança que eu já havia perdido e só recobrei por conta daquela cena.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

im.pro.du.ti.vi.da.de

irresponsável. imatura. inconsequente.

eu sempre alternei extremos.
de auto-crítica implacável, passei a condescendente com meus próprios erros. já que o exagero é regra, porque não escolher a parte mais divertida? inclusive chama bastante atenção. praticamente o pacote completo quando se é carente. nada como transformar a própria irresponsabilidade em transgressão. ser um idiota e parecer genial.
às vezes é preciso que outros olhos nos sirvam de espelho pra ver o estrago.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

sigh

chega, me aperta, me beija, me lambe. me puxa, se esfrega. me arranha, ri, fecha o olho. me amassa, me cheira e olha bem sério pra mim. rola prum lado, rola de volta, me abraça, se chega, me esquenta. confessa, vez que outra. se esquiva e sorri. cala. faz plano. discute, conta história. fala abobrinha. me agarra e se despede.

lá pela terceira linha, pensando na última, eu já tenho uma pontinha de saudade. como pode, né?

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Se desse pra recortar um pedaço

da minha vida e colar em palavras seria mais ou menos assim:

eu não sei como se chega onde se está.

Is this the real life-
Is this just fantasy-
Caught in a landslide-
No escape from reality-
Open your eyes
Look up to the skies and see-
I'm just a poor boy,I need no sympathy-
Because I'm easy come,easy go,
A little high,little low,
Anyway the wind blows,doesn't really matter to me,
To me

Mama,just killed a man,
Put a gun against his head,
Pulled my trigger,now he's dead,
Mama,life had just begun,
But now I've gone and thrown it all away-
Mama ooo,
Didn't mean to make you cry-
If I'm not back again this time tomorrow-
Carry on,carry on,as if nothing really matters-

Too late,my time has come,
Sends shivers down my spine-
Body's aching all the time,
Goodbye everybody-I've got to go-
Gotta leave you all behind and face the truth-
Mama ooo- (any way the wind blows)
I don't want to die,
I sometimes wish I'd never been born at all-

I see a little silhouetto of a man,
Scaramouche,scaramouche will you do the Fandango-
Thunderbolt and lightning-very very frightening me-
Galileo,Galileo,
Galileo Galileo
Galileo figaro-Magnifico-
I'm just a poor boy and nobody loves me-
He's just a poor boy from a poor family-
Spare him his life from this monstrosity-
Easy come easy go-,will you let me go-
Bismillah! No-,we will not let you go-let him go-
Bismillah! We will not let you go-let him go
Bismillah! We will not let you go-let me go
Will not let you go-let me go
Will not let you go let me go
No,no,no,no,no,no,no-
Mama mia,mama mia,mama mia let me go-
Beelzebub has a devil put aside for me,for me,for me-

So you think you can stone me and spit in my eye-
So you think you can love me and leave me to die-
Oh baby-Can't do this to me baby-
Just gotta get out-just gotta get right outta here-

Nothing really matters,
Anyone can see,
Nothing really matters-,nothing really matters to me,

(any way the wind blows)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

#140

parece infantil, mas a atenção que se dá às cores em volta fala muito sobre o que há dentro de nós. ou é, no mínimo, uma força de projetar um sonho pra fora dos nossos próprios olhos. e é por isso que as cidades são cheias de gente cinza. porque parece infantil dar atenção às cores. e talvez até seja infantil. mas sem que esse termo implicite algo pejorativo. muito pelo contrário. crianças refletem essas cores naturalmente. e o resto do mundo precisa deixar de ser daltônico.