sábado, 21 de junho de 2014

me alimento de fantasias diariamente. sequer levantaria da cama se não fosse por um punhado delas dançando cancan na minha frente. são várias e se multiplicam descontroladas, mas são frágeis. um feixe de realidade irradiado sem cuidado e ficamos com os frangalhos do figurino francês nas mãos e a sombra de frustração no rosto. e é por isso que a cama acaba tendo tamanho poder sobre mim: fechar os olhos é desligar a lanterna do real, colocar a vida no silencioso e aproveitar o show.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

sinto a superfície de vidro com as mãos enquanto meus pés já viraram areia que é, lenta e constantemente, sugada pelo buraco central. balanço essa enorme ampulheta de um lado pro outro, na esperança de acelerar esse processo e te encontrar logo ali embaixo. meu corpo virado em confete para celebrar a tua chegada.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

we'll cross that bridge when we come to it.

domingo, 27 de abril de 2014

quero meus textos com falhas. quero vírgulas fora de lugar, dando vida a minha respiração irregular. quero maiúsculas acidentais, frases desnecessariamente longas e neologismos presunçosos. quero uma caneta estourada tornando ilegível a última linha.

sábado, 19 de abril de 2014

quinta-feira, 10 de abril de 2014

meu tempo é sempre agora.
sempre, agora e já.
ah! que dó me dá...
que dó me dá!
de ver o grãozinho de areia caindo
levando esse agora pra lá.

terça-feira, 8 de abril de 2014

peguei no tranco. finalmente.