domingo, 9 de janeiro de 2011

Perdas

É pouco o tempo necessário para tornar algo especial e único.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Eu sou simples. Ridiculamente simples. Pateticamente clara. Vai ver é por isso que escondo substantivos pouco complexos em intrincadas redes adjetivas. E sigo me sentindo exposta.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

09:39

most people do not actually live their lives, so much as they are lived by them. you're driving on what you think is an unique path. it is, in fact, the same path everyone else is driving on. it's sad, isn't it? feeling so alive and acting so mechanic. so many things happening to us and none of them being caused by ourselves. at least not voluntarily. of course, we have collisions. intended or not. they make history. and you can be a part of your own.

make something happen today.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

californication

violinos poetizam a madrugada. marginais. poesia na rua. pensamento noturno. excessos insones.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

#144

eu estava ali, entre o vidro estilhaçado e ela. mil pedaços por todo o chão da sala. a calma e diligência com que ela recolhia cada um deles me deixava pasma. como se ela enxergasse um remendo possível naquele pó cortante. não apenas possível: merecedor. merecedor da paciência, da gota de sangue que escorria polegar abaixo, da dor nas costas de passar horas debruçada. era uma esperança que eu já havia perdido e só recobrei por conta daquela cena.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

im.pro.du.ti.vi.da.de

irresponsável. imatura. inconsequente.

eu sempre alternei extremos.
de auto-crítica implacável, passei a condescendente com meus próprios erros. já que o exagero é regra, porque não escolher a parte mais divertida? inclusive chama bastante atenção. praticamente o pacote completo quando se é carente. nada como transformar a própria irresponsabilidade em transgressão. ser um idiota e parecer genial.
às vezes é preciso que outros olhos nos sirvam de espelho pra ver o estrago.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

sigh

chega, me aperta, me beija, me lambe. me puxa, se esfrega. me arranha, ri, fecha o olho. me amassa, me cheira e olha bem sério pra mim. rola prum lado, rola de volta, me abraça, se chega, me esquenta. confessa, vez que outra. se esquiva e sorri. cala. faz plano. discute, conta história. fala abobrinha. me agarra e se despede.

lá pela terceira linha, pensando na última, eu já tenho uma pontinha de saudade. como pode, né?